EMEB ANA TEREZA ARCOS KRAUSE
Cuiabá, 9
de setembro de 2013
“Oficina
de Jogos Matemáticos”
A importância
dos Jogos no Ensino da Matemática
A discussão sobre a importância
dos jogos no ensino da Matemática vem se concretizando, pois as crianças
possuem uma grande capacidade de raciocinar e colocar em prática sua capacidade
de resolver situações-problemas, caracterizando objetos e buscando uma linha de
resolução baseada em elucidações próprias. A proposta de um jogo em sala de
aula é muito importante para o desenvolvimento social, pois existem alunos que
se “fecham”, tem vergonha de perguntar sobre determinados conteúdos, de
expressar dúvidas, a Matemática se torna um problema para eles.
A aplicação dos jogos em
sala de aula surge como uma oportunidade de socializar os alunos, busca a
cooperação mútua, participação da equipe na busca incessante de elucidar o
problema proposto pelo professor. Mas para que isso aconteça, o educador
precisa de um planejamento organizado e um jogo que incite o aluno a buscar o
resultado, ele precisa ser interessante, desafiador.
A ideia principal é não
deixar o estudante participar da atividade de qualquer jeito, devemos traçar
objetivos a serem cumpridos, metas a alcançar, regras gerais que deverão ser
cumpridas. O aluno não pode encarar o jogo como uma parte da aula em que não
irá fazer uma atividade escrita ou não precisará prestar atenção no professor,
promovendo assim uma conduta de indisciplina e desordem, mas precisa ser
conscientizado de que aquele momento é importante para sua formação, pois ele
usará de seus conhecimentos e suas experiências para participar, argumentar,
propor soluções na busca de chegar aos resultados esperados pelo orientador,
porque o jogo pode não ter uma resposta única, mas várias, devemos respeitar as
inúmeras respostas, desde que não fujam do propósito.
Marcos Noé- Equipe
Brasil EscolaMaterial Dourado
O Material Dourado foi idealizado pela médica e pedagoga italiana Maria
Montessori (1870 - 1952) para o trabalho com aritmética. Inicialmente o
Material Dourado era conhecido como "Material das Contas Douradas".
É muito indicado para compreensão do sistema decimal e das quatro operações.
Um dos grandes méritos do material é permitir a auto atividade, estimulando a atenção, a concentração e o gosto pela pesquisa, através da manipulação de elementos concretos, gerar e desenvolver experiências concretas estruturadas para conduzir a abstrações cada vez maiores.
É muito indicado para compreensão do sistema decimal e das quatro operações.
Um dos grandes méritos do material é permitir a auto atividade, estimulando a atenção, a concentração e o gosto pela pesquisa, através da manipulação de elementos concretos, gerar e desenvolver experiências concretas estruturadas para conduzir a abstrações cada vez maiores.
Material Dourado individual:

1. JOGOS LIVRES
Objetivo: tomar contato com o material, de maneira livre, sem
regras.
Durante algum tempo, os alunos brincam com o material,
fazendo construções livres.
O material dourado é construído de maneira a representar um sistema de agrupamento. Sendo assim, muitas vezes as crianças descobrem sozinhas relações entre as peças. Por exemplo, podemos encontrar alunos que concluem:
- Ah! A barra é formada por 10 cubinhos!
- E a placa é formada por 10 barras!
- Veja, o cubo é formado por 10 placas!
O material dourado é construído de maneira a representar um sistema de agrupamento. Sendo assim, muitas vezes as crianças descobrem sozinhas relações entre as peças. Por exemplo, podemos encontrar alunos que concluem:
- Ah! A barra é formada por 10 cubinhos!
- E a placa é formada por 10 barras!
- Veja, o cubo é formado por 10 placas!
2. MONTAGEM
Objetivo: perceber as relações que há entre as
peças.
O professor
sugere as seguintes montagens:
- uma barra;
- uma placa feita de barras;
- uma placa feita de cubinhos;
- um bloco feito de barras;
- um bloco feito de placas;
- uma barra;
- uma placa feita de barras;
- uma placa feita de cubinhos;
- um bloco feito de barras;
- um bloco feito de placas;
O professor
estimula os alunos a obterem conclusões com perguntas como estas:
- Quantos cubinhos vão formar uma barra?
- E quantos formarão uma placa?
- Quantas barras preciso para formar uma placa?
- Quantos cubinhos vão formar uma barra?
- E quantos formarão uma placa?
- Quantas barras preciso para formar uma placa?
Nesta
atividade também é possível explorar conceitos geométricos, propondo desafios
como estes:
- Vamos ver quem consegue montar um cubo com 8 cubinhos? É possível?
- E com 27? É possível?
- Vamos ver quem consegue montar um cubo com 8 cubinhos? É possível?
- E com 27? É possível?
3. DITADO
Objetivo: relacionar cada grupo de peças ao seu valor numérico.
O
professor mostra, um de cada vez, cartões com números. As crianças devem
mostrar as peças correspondentes, utilizando a menor quantidade delas
Variação:
O professor mostra peças, uma de cada vez, e os alunos escrevem a quantidade correspondente.
O professor mostra peças, uma de cada vez, e os alunos escrevem a quantidade correspondente.
4. FAZENDO
TROCAS
Objetivo: compreender as características do sistema decimal.
- fazer agrupamentos de 10 em 10;
- fazer reagrupamentos;
- fazer trocas;
- estimular o cálculo mental.
- fazer reagrupamentos;
- fazer trocas;
- estimular o cálculo mental.
Para esta atividade, cada grupo deve ter um dado marcado de 4
a 9.
Cada criança do grupo, na sua vez de jogar, lança o dado e
retira para si a quantidade de cubinhos correspondente ao número que sair no
dado.
Veja bem: o número que sai no dado dá direito a retirar
somente cubinhos.
Toda vez que uma criança juntar 10 cubinhos, ela deve trocar
os 10 cubinhos por uma barra. E aí ela tem direito de jogar novamente.
Da mesma meneira, quando tiver 10 barrinhas, pode trocar as
10 barrinhas por uma placa e então jogar novamente.
O jogo termina, por exemplo, quando algum aluno consegue
formar duas placas.
O professor então pergunta:
- Quem ganhou o jogo?
- Por quê?
- Quem ganhou o jogo?
- Por quê?
Se houver dúvida, fazer as "destrocas".
O objetivo do jogo das trocas é a compreensão dos
agrupamentos de dez em dez (dez unidades formam uma dezena, dez dezenas formam
uma centena, etc.), característicos do sistema decimal.
A compreensão dos agrupamentos na base 10 é muito importante
para o real entendimento das técnicas operatórias das operações fundamentais.
O fato de a troca ser premiada com o direito de jogar
novamente aumenta a atenção da criança no jogo. Ao mesmo tempo, estimula seu
cálculo mental. Ela começa a calcular mentalmente quanto falta para juntar 10,
ou seja, quanto falta para que ela consiga fazer uma nova troca.
cada placa será
destrocada por 10 barras;
cada barra será
destrocada por 10 cubinhos.
Variações:
Pode-se jogar com dois dados e o aluno pega tantos cubinhos
quanto for a soma dos números que tirar dos dados.
Pode-se utilizar também uma roleta indicando de 1 a 9.
5.
PREENCHENDO TABELAS
Objetivo: os mesmos das atividades 3 e 4.
- preencher tabelas respeitando o valor posicional;
- fazer comparações de números;
- fazer ordenação de números.
- fazer comparações de números;
- fazer ordenação de números.
As regras são as mesmas da atividade 4. Na apuração, cada
criança escreve em uma tabela a quantidade conseguida.
Olhando a tabela, devem responder perguntas como estas:
- Quem conseguiu a peça de maior valor?
- E de menor valor?
- Quantas barras Lucilia tem a mais que Gláucia?
- Quem conseguiu a peça de maior valor?
- E de menor valor?
- Quantas barras Lucilia tem a mais que Gláucia?
Olhando a tabela à procura do vencedor, a criança compara os
números e percebe o valor posicional de cada algarismo.
Por exemplo: na posição das dezenas, o 2 vale 20; na posição
das centenas vale 200.
Ao tentar determinar os demais colocados (segundo, terceiro e
quarto lugares) a criança começa a ordenar os números.
6. PARTINDO
DE CUBINHOS
Objetivo: os mesmos da atividade 3, 4 e 5.
Cada criança recebe um certo número de cubinhos para trocar
por barras e depois por placas.
A seguir deve escrever na tabela os números correspondentes
às quantidades de placas, barras e cubinhos obtidos após as trocas.
Esta atividade torna-se interessante na medida em que se
aumenta o número de cubinhos.
Referência bibliográfica
Novo Praticando
Matemática, dos autores Álvaro Andrini e Maria José Vasconcelos, da Editora do
Brasil, 1ª edição, SP/2006, Volume 1.
Agora eu sei!:
Matemática, 4° e 5° ano: Ensino Fundamental/ Maria Teresa Marsico – São Paulo:
Scipione, 2009.- (Coleção Agora eu sei!).
Spinelli, Walter;
Souza, Maria Helena, Matemática, 5° série, Ensino Fundamental/ Ática – 2003.
Nova Escola –
Jogos. São Paulo: Editora Abril, março de 2013, p.30-35.
http://magiadamatematica.com/diversos/planilhas/10-sudoku.pdf

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